Por Fernanda Cerávolo
O conceito do marketing viral é baseado na idéia de que as pessoas vão se interessar tanto pela mensagem transmitida através de uma “peça” de marketing que sentirão uma vontade irresistível de passá-la adiante.
Um ação não nasce “viral”. Portanto, se alguém aparecer com um projeto mirabolante que vai atrair milhares de pessoas “espontaneamente”, desconfie. A espontaneidade é um elemento que está presente em várias peças que se tornam virais: vídeos de animais, de bebês, da gostosa de biquini, de um babaca enfiando o dedo no formigueiro. Esses conteúdos, no entano, não têm o compromisso de transmitir mensagem alguma.
Ações com marcas têm o objetivo de transmitir uma mensagem e o compromisso de “viralizar”. Elaborá-las exige talento, conhecimento de causa, experiência com mídias digitais, investimento, criatividade e, às vezes, muita transpiração. Vocês acham que a galinha subserviente do Burger King (um dos cases mais notórios de marketing viral) nasceu espontaneamente? A idéia foi genial, e talvez tenha até surgido de um bate-papo rápido entre criativos. Mas quem são esses criativos? São profissionais de uma das agências web mais bacanas dos Estados Unidos, que estudam e criam há anos, que conhecem a marca, tiveram o suporte de uma equipe de roteiristas, programadores e todos os outros bichos estranhos que produzem para a web e, acima de tudo, tiveram o apoio do cliente que aceitou investir em uma galinha louca na internet.
Outro erro comum, além do típico “vamos fazer um videozinho viral”, é a petulância de achar que o consumidor é burro e vai comprar gato por lebre. Forçar uma mensagem sem identificar a marca que está por trás dela funciona para um teaser, mas para uma campanha é um tiro no pé. As pessoas querem saber quem fez. Mais: elas têm orgulho de consumir determinadas marcas e se sentem enganadas quando essa informação é omitida propositalmente.
O termo “marketing viral” é recente?
Marketing viral é um termo utilizado com mais frequencia para ações na internet, e data praticamente do seu surgimento. Fora da internet, e até mesmo antes dela surgir, o termo usado para a ação de receber e repassar a informação é denominado de boca-boca, buzz ou network marketing.
Uma notícia também pode ser viral?
Claro, e quanto mais bombástica, maior o seu poder de ser passada adiante, mas nesse caso, não se trata de “marketing“ viral. Uma notícia não é criada, ou pelo menos não deveria, ela simplesmente acontece, e alguém a reporta.
Que tipo de peça pode se transformar em algo viral?
Uma peça viral pode ser um site, hotsite, texto, landing page, vídeo, foto, widget, peça publicitária ou um game.
E uma ação viral pode ser composta por um desses elementos ou um grupo deles.
Há assuntos que são notoriamente bem sucedidos na internet, entre os quais celebridades, futebol, sexo, beleza e saúde. Outro advento de sucesso na web são as mídias sociais. As pessoas se agrupam por que querem ser aceitas pelas suas tribos, amadas, queridas. Junte ingredientes como temáticas de acesso elevado e mídias sociais, adicione uma pitada de humor, uma edição impecável e um toque de sarcasmo, e as chances de seu “projeto viral” dar certo vão aumentar.
É viável criar um vídeo viral?
Na maioria dos casos é mais viável produzir vídeos para internet do que para a televisão. Hoje é muito mais fácil capturar, editar e publicar vídeos.
Há idéias incríveis, simples e exequíveis e há produções mais audaciosas como o curta-metragem da Pirelli protagonizado pela Uma Thurman. Não tem segredo. O meio muda, os recursos estão mais acessíveis, mas produzir um vídeo continua requerendo as mesmas habilidades.
Pode-se criar Batman 3” ou “Bruxa de Blair.” Nos dois casos, são necessários, no mínimo, um roteiro original e uma direção talentosa.
+ sobre marketing viral:
www.wilsonweb.com
www.sethgodin.com/sg
www.viralblog.com
www.behindthebuzz.com









